O Facebook e a Polêmica da Compra de Fãs

Com o intuito de aumentar sua confiabilidade, o Facebook começou em setembro desse ano uma ação para acabar com perfis fakes, curtidores comprados e páginas que não estavam de acordo com os termos de uso do site. Diante disso várias páginas e perfis foram excluídos, e muitas celebridades e marcas tiveram seu número de curtidores reduzidos consideravelmente.

Termos de Uso do Facebook: você já leu?

Esse projeto de “limpeza” do Facebook fez com que mais de 100 páginas fossem excluídas por não cumprirem os tais termos de uso, a maioria com conteúdo de humor, digamos, controverso. Vários autores declaram que não havia nada ilícito em suas páginas. Mas o Facebook decidiu que sim, seja por propaganda indevida, humor negro, conteúdo sexual, incitação à violência, e por aí vai.

Celebridades como Lady Gaga, Rihanna e Justin Bieber perderam 68 mil, 19 mil e 7,4 mil fãs respectivamente. E dando continuidade à sua cruzada, o Facebook tem incentivado os usuários a denunciarem perfis falsos, mantendo o anonimato dos mesmos.

Mas não são apenas celebridades e marcas que estão fazendo uso de compra de fãs, o congressista americano Steve Pestka foi acusado de comprar curtidas em sua página no Facebook com o objetivo de ampliar sua popularidade. Se alguns políticos compram votos, por que não comprar fãs?

Compra de fãs x Engajamento

 Essa prática de comprar fãs tornou-se cada vez mais comum, podendo ser encontrados inúmeros anúncios desse tipo de negócio em uma simples busca no Google. Tais vendedores de curtidas usam aplicativos como os já conhecidos “Veja quem abriu o seu perfil no Facebook” ou “Veja quem te bloqueou”.

Pode parecer a princípio um recurso válido, pois suas publicações atingiriam mais pessoas, e o número elevado de fãs demonstraria confiança e crédito, atraindo mais curtidores (esses por vontade própria). Porém esse tipo de ação provoca um sentimento de “repulsa” do curtidor comprado para com a marca, e em questão de pouco tempo o número de fãs começa a diminuir continuadamente, e a marca/celebridade cai em descrédito.

Mas a compra de fãs não se limita ao uso de aplicativos. Promoções vazias e sem conteúdo como as do tipo “curte e compartilha” geram novos curtidores igualmente vazios, apenas interessados no sorteio e não no produto/serviço que a marca oferece. É uma compra onde o fã curte a página conscientemente, mas gera apenas volume e não engajamento.

Então será que vale a pena lançar mão desse tipo de recurso? Como sempre ouvimos: antes qualidade do que quantidade. Esse número elevado de curtidores que não se identificam com a marca atrapalha a distribuição do conteúdo para fãs verdadeiramente interessados. O ideal é atingir o público alvo através de um conteúdo relevante, gerando engajamento, e não acumular curtidores aleatórios que nunca irão comprar seu produto.

 

André de Moraes
André de Moraes
Ele é quem pensa a TuddoWeb como negócio e está sempre focado em garantir Comunicação com Resultado. Responsável pelo Atendimento e Estratégias na Tuddo. É certificado pelo Google em Publicidade de Pesquisa, Diretor da ABRADI-GO.

2 Comments

  1. Marcio disse:

    Esse dias resolvi testar um serviço desses pra ver como funciona, abri vários sites desses e o que me pareceu mais confiável foi esse http://fastsocial.com.br

    Comprem poucas curtidas para uma fanpage que eu não estava usando e alguns seguidores no instagram e deu certo, fiquei surpreso com a velocidade do serviço.

    Enfim, não sei se torno a comprar mas que tem uns serviços profissionais para driblar os sites de redes sociais isso não da pra negar.

    Abraços.

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