Por que as mídias sociais não podem ser tratadas como mais um Job pelas agências

As agências estão ficando cada dia mais online. Quem antes só fazia VT para o horário nobre e anúncio de página dupla para o jornal de maior circulação do estado está começando a aprender que não dá para ignorar as novas mídias.

Seja abrindo um departamento web ou criando uma agência digital dentro da estrutura “clássica” elas estão tentando se adaptar. Mas um erro recorrente nessas agências que já são tradicionais no mercado publicitário é tratarem os jobs de comunicação digital, como se fosse mais um anúncio ou campanha realizado por ela.

 

Nas mídias sociais não há resultado imediato.

É isso aí, mesmo sendo uma promoção, o resultado nas mídias sociais funcionam a longo prazo. O principal objetivo é criar um relacionamento com o consumidor e isso leva tempo.

Mídias Sociais = Relacionamento

Não dá para “criar” um viral.

Outro erro comum nas agências, que complementa tópico anterior é que não há uma fórmula mágica para que uma ação se torne um viral. Claro que dá para estudar o público e ter uma idéia do que está funcionando na web, mas ter certeza de que vão compartilhar seu conteúdo e transformá-lo em um viral é algo difícil.

Não existe essa de “faz um viralzinho aí pra gente”!

Não há tempo para esperar a aprovação do cliente a cada nova publicação em seu perfil ou página.

Em um job “comum” o processo é assim: briefing, planejamento, criação, peça, aprovação do cliente, veiculação. Já nas mídias sociais o processo de comunicação deve ser diferente, as mídias sociais pedem uma resposta instantânea e é pautada, na maioria das vezes, no que acontece no dia-a-dia da web.

Por isso, é importante que a agência tenha liberdade para publicar e responder em nome da empresa, o que não quer dizer que uma pauta de assuntos e linha editorial não possam ser definidos.

Na internet, tudo é rápido… muito rápido!

Número de seguidores/fãs não vale nada sem engajamento.

Quantos seguidores ou fãs vocês conseguiram esse mês? É comum ouvir essa pergunta dos clientes. Para eles, isso funciona como se fosse o “Ibope” em uma emissora de TV, mas número de seguidores não significa que seu perfil faz sucesso na web.

Para que um perfil/página corporativo tenha sucesso o essencial é que haja engajamento do usuário, em uma das diversas palestras sobre novas mídias em que eu estava presente ouvi: “Mas valem 1000 seguidores que amam a sua marca que 10.000 que sequer se interessam pelo seu conteúdo. Não que seja ruim ter muitos fãs, mas é necessário saber o que fazer para mantê-los em contato com a marca.

A velha história: qualidade é melhor do que quantidade!

Nas mídias sociais o conteúdo é rei.

Essa é uma frase que deveria ser colocada em um quadro dentro de todo departamento digital de uma agência:

Conteúdo é Rei!!!

Seu cliente precisa saber que as marcas que mais se destacam nas redes sociais são aquelas que oferecem conteúdo compartilhável para o consumidor final. Atualizações com preços no estilo “anúncio de varejo” não são nada atraentes para quem está afim de informação.

 

Talvez para muitos leitores essas “regras” que diferenciam as mídias sociais dos jobs comuns dentro das agências já foram lidas e discutidas em diversos momentos, mas o fato é que o que se vê no atual cenário é a repetição dos mesmos erros.

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