Revoluções de sofá: Nosso compartilhar tem força e pode ser usado para causas legítimas

Há alguns anos vem acontecendo uma grande mudança na forma em que o mundo se comunica. A quantidade de usuários da internet e das redes sociais vem aumentando a olhos vistos, para se ter idéia em algumas cidades goianas o número de usuários no Facebook triplicou em apenas seis meses.

Esse aumento no número de usuários está sendo massivamente explorado pelas marcas como a mais nova forma de promoção do consumo, mas será que essas ferramentas também não podem ser usadas para provocar “revoluções sociais”? Não só podem como já estão sendo usadas. A democratização da Síria e o Occupy Wall Street são apenas dois exemplos de como as mídias sociais podem contribuir para causas sociais.

No Brasil o projeto Ficha Limpa é um exemplo do engajamento dos internautas, principalmente no twitter com inúmeras hashtags como #leifichalimpa e #fichalimpa para comentar o movimento. A campanha contou até com uma página oficial hospedada pelo serviço de petições online AVAAZ.org. O objetivo era alcançar 2 milhões de assinaturas para apresentar para os parlamentares responsáveis pela votação da lei. E a lei foi aprovada, apesar das alterações na proposta inicial.

Mais um grande exemplo que eu queria aqui citar a divulgar com mais detalhes é o movimento “Não foi acidente”.

Rafael Baltresca, que teve a mãe e a irmã mortas após um motorista bêbado perder a direção do carro, criou o movimento Não Foi Acidente, com o objetivo de mudar as leis brasileiras a respeito da mistura entre álcool e direção.

O objetivo da petição é chegar a 1 milhão e meio de assinaturas para que o projeto de lei seja aceito na Câmara dos Deputados.

O movimento, que começou na internet, ganhou apoio do programa CQC e posteriormente da Band e até agora já atingiu mais de 600.000 assinaturas.

Esse é um grande exemplo de que internet é coisa séria e que nossas revoluções de sofá podem ser mais de simples ações de “rebeldes sem causa” e que o seu compartilhar pode sim mudar a realidade do mundo.

Essa história de saia de trás do computador e vá fazer algo de útil já não cola mais, você pode sim fazer várias coisas legais e ser relevante para o mundo usando a internet e principalmente as mídias sociais para divulgar suas causas.

Que tal começar compartilhando esse post?

 

*Conheça o movimento “Não foi acidente”, e saiba mais sobre o projeto de lei proposto por ele.

1 Comment

  1. […] interessados. O ideal é atingir o público alvo através de um conteúdo relevante, gerando engajamento, e não acumular curtidores aleatórios que nunca irão comprar seu […]

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